Avaliações comportamentais podem organizar informações, identificar tendências e oferecer linguagem para conversas que antes pareciam subjetivas demais.
Porém, quanto mais relevante é uma decisão, maior deve ser o cuidado para não tratar um resultado como uma verdade absoluta.
O que uma avaliação pode apoiar
Dependendo de sua finalidade, metodologia e forma de aplicação, uma avaliação pode contribuir para:
- reconhecer tendências e preferências;
- estruturar uma conversa de desenvolvimento;
- levantar hipóteses para aprofundamento;
- comparar percepções com situações reais;
- ampliar o repertório de perguntas em uma entrevista ou devolutiva.
A palavra central é apoiar. O resultado ganha significado quando é interpretado junto de outras informações.
O que ela não deveria fazer sozinha
Uma avaliação não deveria, isoladamente:
- determinar o valor de uma pessoa;
- definir todas as suas capacidades;
- prever com certeza como ela agirá em qualquer contexto;
- substituir entrevista, histórico, observação ou julgamento profissional;
- produzir uma decisão automática sobre contratação, promoção ou desligamento.
Contexto muda a leitura
O mesmo comportamento pode ter significados diferentes. Falar pouco em uma reunião pode indicar análise cuidadosa, insegurança, falta de espaço, discordância ou simplesmente cansaço.
Sem contexto, existe o risco de transformar um dado em uma história que ele não sustenta.
A qualidade está também no uso
Um instrumento pode ser tecnicamente bem construído e ainda assim ser mal utilizado. Por isso, uma aplicação responsável precisa considerar finalidade, consentimento, proteção dos dados, qualificação de quem interpreta e espaço para diálogo.
Avaliações podem ajudar muito. Justamente por isso, precisam ser tratadas com seriedade e humildade.
